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sábado, 15 de junho de 2013

O Flash TTL

Eu sei, estou um pouco sumido do blog, mas isso realmente é por falta de tempo, mas agora voltei  para falar de uma ferramenta essencial para meu trabalho. O Flash TTL.


 Alguns fotógrafos podem torcer o nariz ao lerem esse post, alguns não gostam de usar essa tecnologia, como vocês podem perceber eu uso bastante. Sou a favor da tecnologia e se eu paguei tão caro por ela quero que  trabalhe para mim e não ao contrário. O Flash TTL é uma ferramenta fantástica quando se sabe usar, para isso, você precisa conhecer como funciona essa tecnologia.
Eu pensei muito antes de escrever esse post porque esse assunto é muito técnico e a minha pretensão é escrever da forma mais simples possível para que todos entendam. Acho que a melhor forma será mostrando alguns exemplos. Então vamos lá.

Há alguns anos , antes do advento das máquinas modernas digitais e flashes inteligentes como TTL, quando se fotografava uma cena com flash você tinha que fazer uma série de cálculos para saber a quantidade certa de potência de flash para seu assunto, essa conta era feita baseada na abertura do diafragma da lente, velocidade do obturador e distância do flash para o assunto, você precisava saber também o número guia ou potência do seu flash, sem falar na sensibilidade ISO do filme ou sensor nas câmeras digitais. Um trabalhão não é?  Alguns fotógrafos saudosistas acham que fotógrafo bom tem que fazer tudo no manual. Vou contar um segredo para vocês. É mentirinha. Obviamente saber fazer uma exposição correta de cabeça já me ajudou muito, mas nas horas críticas lanço mão da tecnologia que paguei tão caro para pensar para mim e me concentro em outras coisas. Hoje graças à tecnologia dos flashes inteligentes TTL tudo isso ficou mais fácil porque ele juntamente com as configurações de abertura e velocidade da sua câmera irá decidir a quantidade certa de flash para você.

O que significa TTL? Through-the-lens(Através da lente)
Basicamente o flash conversa com a lente da sua câmera para fazer a exposição.
Eu uso equipamento da Nikon e consequentemente flashe i-TTL uma tecnologia própria da nikon juntamente com outra sigla CLS (sistema de iluminação criativa). Hum! Que sopa de letrinhas heim.
Resumindo, esse sistema além de fazer todo trabalho de medição para você ainda se comunica com outros flash, ou seja, você pode usar vários flashes fora da câmera fazendo incríveis sistemas de iluminação sem fio, mas isso é assunto para outro post.

Vamos à outra situação que nos leva a uma característica muito importante. Você está fotografando em um dia de céu azul, o único horário disponível que seu cliente tem é das 11:00 a 13:00 horas. Você pode estar imaginando: Poxa que ótimo  céu azul. Agora pense, o quanto de potência de flash você vai precisar colocar no rosto do seu cliente para não ficar aquelas sombras duras do sol nos olhos dele, nem sempre você irá encontrar uma sombra salvadora. Lembra que o flash TTL vai olhar a abertura que está na sua lente e que provavelmente nessa situação será f/11 com velocidade 1/250 a ISO 100, isso é muita potência de flash, rapidinho o flash irá esquentar, sua bateria irá embora mais cedo para casa e provavelmente você não irá conseguir a potência suficiente que desejava. Fuja da luz direta do sol nesse horário. Então você tem uma ideia incrível, aumentar a velocidade para matar a luz ambiente, é uma boa ideia porque isso não implicará diretamente em mais potência do flash, mas o melhor é evitar essa situação. Opsss!  Aqui temos que falar sobre uma característica importante. A maioria das câmeras estão limitadas a uma velocidade de sincronismo de flash máxima de 1/250. Isso significa que se você usar uma velocidade maior a cortina do seu obturador não estará totalmente aberta fazendo com que sua foto não fique completamente exposta pelo flash. Correto?
Não, errado. As máquinas modernas interrompem a velocidade para o máximo permitido quando você estiver usando um flash, isso para evitar que tenha problemas de exposição, antigamente isso era comum mas hoje não. Então o que fazer? Graças ao TTL agora você pode fazer fotos com velocidades absurdas como 1/4000 segundos ou mais, isso irá atenuar essas sombras duras do sol de meio dia. Como isso é possível? Quem sabe como funciona um obturador está entendendo o que eu quero dizer. Simplesmente você chegou ao ponto chave, para mim essa é uma das características mais importante desses flashes. Em uma situação dessa o melhor a fazer é diminuir a quantidade de luz ambiente, o sol está muito forte, não tem nenhuma sobra disponível (você está perdido) e você precisa retirar aquelas sobras do rosto com luz de flash, você pode fazer isso agora, aumentar a velocidade e terá um resultado razoável, mas como eu desejaria uma sombra essa hora.
Veja o gráfico abaixo e tente entender como isso funciona, as máquinas em geral tem duas cortinas no obturador e o tempo que a primeira cortina está aberta até a segunda cortina começar a fechar é a velocidade máxima de sincronismo do flash. O pré-flash indicado no gráfico é porque esse sistema TTL dispara pré-flash muito rápidos para fazer a leitura da exposição antes do flash propriamente dito.




Em alta velocidade o flash é praticamente um luz contínua para máquina.

Quer dizer que todos nossos problemas estão resolvidos? Eu praticamente não preciso saber nada, basta ter uma máquina boa e um flash desses e tudo esta resolvido? Não, se fosse assim eu estaria desempregado ok? Para se utilizar dessa linda tecnologia e todos os recursos disponíveis é preciso um profundo conhecimento sobre como ela funciona e quanto mais você souber de iluminação melhor. Apesar de facilitar bastante o trabalho o flash TTL falha e erra em determinadas situações e se você não souber contornar isso estará perdido. Uma situação bem comum onde esse flash não funciona bem é em uma cenas onde predomina muito branco ou muito preto, na verdade sua máquina não faz a leitura correta dessas situações e como o flash depende dessa leitura ele também erra.  Em uma situação de noiva com vestido branco em um parede branca, por exemplo, a noiva irá ficar subexposta mesmo utilizando o flash, isso porque a câmera lê o branco como cinza médio, então para o flash não é necessário tanta luz assim, seguramente você teria que aumentar a compensação do flash para pelo menos 1/3 a mais de exposição. Esse exemplo é para mostrar que você não pode deixar de estudar ok?

Essa foto é um exemplo do que estou falando, apesar do céu estar nublado bem na hora que a foto foi feita o sol resolveu dar as caras, para não perder o momento eu fiz a foto com f/16, 1/250, ISO 200, Nikon D700. Foi um estouro de flash, atenuou um pouco as sombras no rosto mas não o suficiente para me deixar satisfeito. Eu poderia aproximar mais o flash e ter um resultado melhor, mas ele iria aparecer na cena e eu tenho não tenho muito tempo de ficar horas fazendo esse tipo de edição retirando o flash do quadro.


Procurei nos meus arquivos exaustivamente uma foto com pouca manipulação e que representasse como o flash TTL pode ajudar, encontrei essa. Você pode ter uma ideia da intensidade do sol fora da sombra  e ao mesmo tempo como o flash compensou a luz que estava ausente, uma coisa muito legal aqui é que pela velocidade do obturador eu pude controlar exatamente a mistura de flash e luz ambiente, eu queria que essas linhas da luz do sol aparecessem, se eu usasse flash demais adeus luz do sol, se usasse de menos adeus exposição. A foto foi feita com f/4, 1/640 segundos, ISO 100, Nikon D4. A edição aqui foi aumentar um pouco contraste e nitidez.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Elementos da Composição: Um ponto, uma linha, uma forma

Dando continuidade a nossa série Elementos da Composição vamos falar de três elementos fundamentais na composição fotográfica e até artística, o ponto, as linhas e a forma. Por que eles são tão importantes?
Vou explicar de forma simples: Um ponto é onde tudo começa, você pode fazer uma linda foto usando esse elemento, imagine uma pessoa distante com uma roupa vermelha em barco no mar azul, a representação gráfica para sua mente é um ponto vermelho na imensidão azul. De dois pontos se tem uma linha e de mais linhas se tem a forma. É importante visualizar esses elementos básicos em uma cena, reconhecendo-os você terá sucesso em suas fotos.
Mostro dois exemplo do meu ultimo ensaio com o casal Camilla e Guilherme, usei muito o elemento forma e linhas nesse ensaio.

Nessa foto procurei fazer uma analogia entre a forma das montanhas com o casal, essas  fotos foram feitas na cidade do Rio de Janeiro, um lugar lindo para se fotografar.

Mais uma vez formas e linhas aliada ao reflexo que enfatiza ainda mais o elemento.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Parque do Ibitipoca - Um bom lugar para se fotografar



Em um passeio de feriado prolongado decidi ir ao Parque Estadual do Ibitipoca em  Lima Duarte, Minas Gerais. Como qualquer fotógrafo que se prese levei uma tonelada de equipamentos e meu descanso quase virou um trabalho. Nesse fim de semana fiz um grande amigo, José Candido, proprietário do Hotel Serra do Ibitipoca onde fiquei muito bem hospedado. 

Em um passeio por uma trilha dentro da propriedade conversamos um pouco sobre a história do local paradisíaco e resolvi conta-la em breve palavras aqui, por ser um lugar perfeito para os amantes da fotografia de natureza.
Em 1995 nosso amigo aqui em questão, José Candido ao visitar  o parque ficou encantado pelo local, conheceu o proprietário de um sítio que era utilizado para o cultivo de milho, José então resolveu comprar o local e restaurar a flora e  fauna em grande parte devastada, transformando em uma pousada onde se tem contato direto com a natureza.
O local é repleto de árvores nativas, animais e pássaros, um local perfeito para quem quer repousar e fazer fotos fantásticas, sua pousada fica a cerca de 5 km do Parque Estadual do Ibitipoca (saiba mais em http://www.ibitipoca.tur.br/historia/), uma área preservada com uma trilha de cerca  15km, um pouco puxado mas, existe dentro do parque trilhas menos dolorosas como circuito das água que  passa por diversas cachoeiras, grutas e lagoas.
Então se você gosta de natureza e lindas fotos, não deixe de ir à Ibitipoca, recomendo Serra do Ibitipoca Hotel, tenho certeza que você não vai se arrepender e terá lindas fotos.
Segue algumas fotos com dados técnicos.
-Cachoeirinha, pra mim a melhor cacheira do parque.
Lente 14-24 mm em 17mm, abertura f22, exposição 0,6 seg, ISO 100 (o dia estava muito claro a foto foi feira as 13:33h do horário de verão, era o pior horário pra fazer essa porque a claridade era muita e a lente tinha abertura mínima de f22. Seria melhor se fosse mais cedo ou tarde, mas a foto no final ficou boa.




 - Janela do Céu, é o lugar mais cobiçado pra se fazer fotos em Ibitipoca, o difícil é chegar lá, são 16km de subidas e descidas, puxado, mas vale a pena
Lente 14-24 mm em 14mm,, exposição 1/250 seg em f9, ISO 100



 -Moinho antigo usado para bombear água
Lente 14-24 mm em 24mm,, exposição 1,3 seg em f22, ISO 100


- Jardim do Hotel
Lente 50  mm 1.4, exposição 1/300 seg em f6.3, ISO 100


 - Fogão antigo, relíquia que faz parte da decoração do restaurante do hotel

Lente 50  mm 1.4, exposição 1/100 seg em f1.4, ISO 640




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Promoção de Natal 2012


Estamos trazendo mais uma grande promoção para vocês, Book Fotográfico com 40% de desconto, o número de cupons é limitado a 20 pessoas, então  ligue e garanta seu desconto.




quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Elementos da Composição - Peso


Este é um elemento composicional muito importante e óbvio, mas que não deve ser desprezado, no mínimo ter conhecimento do que se trata.
O peso visual é o que chama mais atenção em uma fotografia, isso pode ser subjetivo sim e pode ter inúmeras coisas que podem chamar mais a atenção de uma pessoa do que de outra, mas ainda bem que existem alguns elementos que declaradamente chamam mais atenção do que outros e é importante sabermos quais são,  isso é crucial no momento de decidir o que enquadrar na fotografia. 
Intuitivamente o que nos chama mais atenção é o que traz mais informação ou por terem um apelo emocional maior.
O rosto humano por si só já é um ponto de atenção importante, principalmente a boca e os olhos, isso porque são deles que temos noções de informações e emoções quando nos comunicamos, intuitivamente sempre temos a tendência de olhar para esses pontos, principalmente em um close-up.
A escrita também está no topo da lista justamente por trazer informação, mesmo que você não entenda a língua ali escrita, certamente isso irá lhe chamar atenção, não vai ser legal enquadrar uma placa de transito ou um letreiro de propaganda em sua foto, a não ser que, nosso objetivo seja chamar atenção para ele ou que sua mensagem tenha uma função importante na composição.
Uma lista completa seria praticamente impossível de se tratar aqui, mas existem outros assuntos em particular com forte apelo emocional como atração sexual, filhotes de animais, crianças, moda, cenas de horror e etc. Isso pode variar de acordo com o espectador que está olhando.
Escolhi algumas fotos recentes para ilustrar esse assunto, eu estava participando de uma  feira de exposições  e como um apaixonado por fotografia não pude deixar de levar minha câmera e consegui ótimas fotos.


Nessa foto o que tem mais peso e que primeiro chama a atenção são os lindos olhos da jovem Juliana, só depois os olhos se desviam para pouca informação que tem no segundo plano justamente por não ter muita informação e por ter predominantemente uma luz azul. (Dica: tons quentes se sobrepõem em importância a tons frios como nesse caso)



Já nessa foto, seguindo com o exemplo da Juliana, escolhi por ter vários elementos que competem atenção, isso não significa que a foto está ruim, ao contrário, isso pode chamar até mais atenção que a primeira onde os elementos de peso eram praticamente somente o rosto, olhos e boca. Aqui eu tenho interesses de peso diferente para observadores diferentes. Os olhos e boca continuam com peso maior, mas agora tenho o vestido, as curvas do corpo, as cores dos elementos em segundo plano e o vaso iluminado com cor predominantemente laranja que certamente chama muita atenção, em um enquadramento mais a esquerda ou um corte mais próximo a modelo eliminaria a atenção para o vaso, mas nesse caso como eu queria o corpo inteiro no quadro o vaso teria que entrar também. 
Espero que tenham gostado. Não deixem de comentar o post, obrigado e Até a próxima.

domingo, 19 de agosto de 2012

Elementos da Composição Fotográfica - Linhas


Eu sempre procuro elementos da composição para enfatizar meu assunto principal na fotografia,  neste post irei falar rapidamente de um deles, as linhas.
A linha é um dos elementos mais presentes nas imagens do nosso cotidiano, sejam elas linhas retas ou curvas e aqui temos duas coisas distintas em termos de composição. Linhas curvas nos remetem ao romantismo, amor, corpo humano e sensualidade, já as linhas retas podem nos remeter tanto ao equilíbrio quanto a tensão ou dinamismo dependendo de como as utilizamos em nossa composição.

Exemplos:  Uma linha que se forma no horizonte pode nos trazer a sensação de equilíbrio e tranquilidade. Observe que a linha do horizonte e a que se forma na borda da piscina direcionam para meu assunto principal apesar de também deixar uma forte linha em contra ponto na diagonal que também direciona para o casal.


Nesta bela foto da minha amiga Ingrid eu não poderia deixar de destacar seus lindos olhos e o elemento principal que se encarrega disso é a linha curva que também da um ar de romantismo a essa imagem.

As linhas podem ser tão poderosas em uma fotografia que você pode até mesmo colocar seu assunto no meio da foto, quebrando a regra do terço, e mesmo assim seu olhar será imediatamente direcionado para o assunto. Veja esse próximo exemplo.
As linhas podem ser também intuitivas, não tão evidentes a primeira vista e mesmo assim reforçar a direção do olhar para onde você deseja, nessa próxima foto além da linha do telhado cair sobre o rosto do casal outras duas linhas imaginárias se formam provenientes do braço dos noivos que também direcionam para o rosto.


Nas próximas publicações irei falar sobre outros elementos que podem ser usados como cor, textura, forma, equilíbrio, repetição e etc. Epero ter contribuído.
Abraço a todos!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Fotografando nas Adversidades

O sonho de nós fotógrafos é achar o dia perfeito em um lugar perfeito com a luz perfeita para fotografar em externa, doce ilusão. A grande verdade é que na maioria das vezes você vai pegar a noiva pronta para fotografar no sol de meio dia, mesmo que ela marque o salão bem cedo contanto com todos os atrasos vai ser no sol escaldante bem no meio do céu que você irá começar. Porque não marcar mais tarde? Gostaria muito mas na maioria das vezes não é possível. De repente você avista uma sombra, vá correndo para ela. Nessa linda foto esse casal maravilhoso, Monise e José Guilherme, como eu tiveram a sorte de se deleitar nas sombras, claro que algumas fotos eu maltratei as crianças no sol, mas foram poucas.
Então você pode usar essa luz toda a seu favor, utilizando rebatedores ou mesmo as luzes passando pelo bambu como nessa foto.

Enquanto seu lindo casal espera na sombras você pode também aproveitar uma nuvem  que resolveu te ajudar cobrindo o sol, isso se chama ajuda Divina.


Ou simplesmente procurar uma árvore com bastante sombra e o segredo é abusar do seu equipamento, estou usando muito flash nessas fotos mesmo estando com toda luz do dia disponível, tudo muito bem calculado e pensado antes. Espero que tenha ajudado, gostaria de publicar muitas outras fotos aqui mas infelizmente não tenho tempo. Boas fotos para todos!!





sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Enquadramento Horizontal e Vertical - Ensaio Helena


Andamos meio sumidos nos últimos meses, na verdade não estava tendo muito tempo para fazer postagem aqui no blog, agora que organizei melhor meu tempo vou aproveitar postando algumas fotos do ensaio da Helena que fizemos uma semana antes do carnaval. A Bela Helena e sua família foram magníficos, simpáticos e muito alegres, me diverti muito fazendo esse trabalho, a modelo dispensa comentários, apesar de sua pouca idade é linda e tem muito talento como modelo fotográfica. 

Enquadramento Vertical e Horizontal
Esse é um detalhe muito importante que poucas pessoas utilizam com consciência. O enquadramento horizontal, o mesmo utilizado no cinema, é muito útil para interagir seu tema com o contexto, contar uma história, utilizei desse recurso nesse trabalho, apesar de estar no estúdio e o cenário ser somente a modelo, o acessório da máscara, a direção do olhar da modelo e o enquadramento horizontal, somente isso diz: "heiii, estou indo para o carnaval".
O quadro horizontal também nos dá a sensação de equilíbrio e repouso, ele também é muito adequado a fotografia de paisagem onde geralmente se interage com a linha do horizonte.
O enquadramento vertical restringe mais a cena, foca mais a modelo, seus olhos irão para o ponto focal mais importante na foto e depois correr verticalmente por toda foto enquanto no horizontal, seus olhos irão acompanhar a direção do olhar e movimento da modelo. Ele é muito adequado para fotografar retratos e pessoas pois se interage perfeitamente a verticalidade de uma pessoa.
Os dois quadros tem seu charme, o importante é saber onde e quando utilizá-los.
Comentários Técnicos: Nesse trabalho usei uma Nikon D700 lente 85 mm f 1.4, abertura em f 16, velocidade 1/200, ISO 400.
Utilizei luz dura e frontal nas fotos de jaqueta de couro para mostrar mais textura do material, isso é uma boa dica, e luz difusa nas demais para amenizar as sombras, também foi usado um softbox como luz de preenchimento para ter controle sobre as sombras. 
O processamento das imagens foi todo feito no Lightroom e as fotos feitas em RAW.
Espero que tenham gostado. Abraços!









sábado, 8 de outubro de 2011

Dicas para boas fotos no Álbum de Casamento






Infelizmente no munda da fotografia e casamento não existe o bom e barato, principalmente porque o trabalho do fotógrafo depende do trabalho de todos os outros serviços que envolvem o casamento, então seguem algumas dicas para que você tenha o álbum dos seus sonhos.

1- Defina seu orçamento.

A primeira coisa a se fazer é definir o quanto você pretende e pode gastar com seu casamento, para isso você deve fazer a sua lista de convidados, tudo dependerá dela.

2- Contratando serviços

Os preços vão variar muito, mas como eu disse nesse universo não existe o bom e barato, mas existe o caro e ruim. Procure os profissionais que tenham uma empresa séria, veja o portfólio, peça orçamento por escrito e dê uma olhada detalhada no contrato de serviço, veja se tudo que foi prometido está no contrato.



3 . Faça um levantamento com pelo menos um ano de antecedência dos valores dos serviços e o número de convidados. Os preços pode variar muito, mas lembre-se que o barato pode sair caro.


4 - Por fim, escolha a melhor decoração, maquiagem, cabelo e local para realização do seu casamento, isso irá influenciar muito no trabalho do fotógrafo e consequentemente no álbum de casamento.

sábado, 17 de setembro de 2011

Minha Câmera no Manual ou Automático?





Existe um mito que fotógrafos profissionais não usam sua máquina nos modos pré-definidos como prioridade de abertura (A), prioridade de velocidade(S) entre outros, somente no modo manual, outro mito é que  fotógrafos profissionais não usam recursos automáticos da câmera. Na verdade eu penso o contrário. Um dos requisitos de um bom fotógrafo é ter domínio sobre seu equipamento, um bom fotógrafo lança mão de todos os recursos de sua máquina inclusive os recursos automáticos. Se eu tenho uma Ferrari nas mãos com um motor de quinhentos ou um milhão cavalos, pra que eu vou dirigir somente de 1ª ou 2ª marchas?
O modo que vou usar minha câmera depende muito da situação, algumas vezes uso no modo de prioridade de abertura, outras em prioridade de velocidade e às vezes em manual, o que vai me fazer definir o modo vai ser a cena, o clima ou a técnica que vou usar. Minhas câmeras fotográficas sofreram muito na minha mão antes do primeiro trabalho, tive que fazer vários testes e conhecer bem o comportamento dos seus sistemas de medição, foco e cor, eu precisava saber como elas se comportavam em diversas cenas de pouca ou muita luz.
Vou dar um exemplo. Se eu vou fazer fotos de um evento em externa que geralmente tem muita luz na maioria das situações não terei que me preocupar com a velocidade do obturador e sim com a abertura da lente dependendo do efeito que eu quero, então quanto menos coisas eu precisar me preocupar melhor porque eu quero estar envolvido na cena e no clima do momento, quero ver a expressão de cada rosto no meu enquadramento, direção da luz, o que está na sombra, composição da cena, equilíbrio, tom, textura e uma infinidade de coisas que quase sempre vou ter segundos pra verificar antes de fazer o click. Então vou lançar mão de todos os recursos que a tecnologia da minha máquina puder me dar na hora, eu paguei caro por esses recursos e teve uns caras que gastaram muito cérebro pra fazer essas geringonças funcionarem, nesse caso não quero me preocupar com a velocidade, eu vou fazer sim uma rápida verificação, mas posso perder o momento “X” se tiver que ajustar tudo no manual, então eu digo para minha máquina: “Você se preocupe com a velocidade e que eu vejo o resto. Ok?” E assim funcionamos bem.
O importante aqui é você saber  como funciona cada recurso da sua câmera e se ele funciona bem, sabendo isso você vai saber intervir quando o recurso não der certo e ai sim um modo manual onde você terá que ajustar tudo dará muito certo. Agora se você não souber para que serve um modo FP de sincronismo do seu flash ou para que serve uma compensação de exposição e a que técnica se aplica, será como usar uma Ferrari para dar uma voltinha no quarteirão a 20 km/h.
Uma pessoa  fez o seguinte comentário: "Flash incorporado em uma câmera profissional é uma piada" Provavelmente ele não sabe que no modo COMANDER da máquina que ele se referia  pode ser usado para disparar vários outros flashes dedicados sem que a luz do incorporado afete o assunto, é um recurso fantástico, já ouvi várias outros equívocos sobre isso e geralmente percebe-se que isso acontece por falta de conhecimento.
Procure saber os recursos de sua máquina, teste todos os modos automáticos e faça comparações. Tente entender como que sua câmera está vendo e interpretando a cena e use esses recursos, mas lembre que quem irá colocar emoção na imagem é você, não os recursos de sua máquina. É você que deve estar no comando.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Quatro Esquemas Básicos para Iluminação de Retratos

por

Fred Valentim


Algumas pessoas me perguntam qual esquema de iluminação eu uso. A minha resposta é todos que eu puder. As vezes uso dois ou três em uma mesmo ensaio, isso depende muito da dinâmica e do que eu quero mostrar.

Indo direto ao assunto, este post pretende mostrar, como diz o título, quatro esquemas básicos de iluminação de retratos. Você achará isso em qualquer livro bom de iluminação.

Por que esses esquemas de retratos? Eu ouvi um colega dizer uma vez: "Eu não faço retrato, faço fotografia, quem quiser retrato peça um amador" Eu não disse nada, mas pensei: Ele não sabe o que diz. Ele disse isso porque estava revoltado com a quantidade de fotógrafos amadores que estavam cobrando muito barato e "roubando seus clientes", então acho que ele falou sem conhecimento de causa, em fim. Digamos que isso seria o equivalente a você aprender o significado das palavras, a partir daqui você pode juntar essas palavras e formar frases, é preciso conhecer esses esquemas para poder criar, não quero que ninguém fique refém disso, por favor, antes de começar espalhar luz para todos os lados e de vez em quando conseguir uma luz boa que deixe a foto linda sem saber o que está fazendo, experimente esses esquemas. Eu aprendi muito sobre o comportamento da luz nesse universo de retratos. Grandes pintores já conheciam isso e utilizavam com consciência.

Agora vou dizer uma coisa que os livros não ensinam. Não vou colocar nenhuma foto comparando com cada esquema. Esqueça isso, não vai da certo e vou dizer o porquê. Quando começo a ler um livro que o autor diz: "Coloque a luz aqui e a foto vai ficar assim... Coloque ali e vai ficar assim..." Eu fecho o livro e parto pra outro. Isso não funciona, a luz não vai ter o mesmo comportamento no meu estúdio e no seu ou na locação que você estiver trabalhando. Eu tenho que levar em consideração a altura do teto, distancia dos objetos reflexíveis como parede, chão, janelas e etc. Tudo isso vai influenciar na iluminação.

Ok, ok. Então o que eu devo fazer com esses esquemas? Teste-os, use bloqueadores, rebatedores, faça anotações, observe os resultados e procure as características do espaço que você está fotografando. O que pode refletir a luz, o que está influenciando? É o teto baixo? É a parede branca próxima?

Depois dessa experiência fabulosa e extasiante você poderá experimentar esquemas elaborados por você mesmo, criar, se surpreender com o comportamento da luz. Tente aplicar seus conhecimentos para luz natural, fotos externas, as regras são as mesmas com uma diferença, a luz já está lá e você quase sempre terá que manipular essa luz na câmera ou adicionando uma "pitada de luz" com seu flash.

É isso ai, até a próxima.




quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ensaio Ana Paula & Douglas

É muito emocionante para mim poder participar de momentos como esse, já disse isso algumas vezes e estou sendo repetitivo, mas realmente saber que registrei essa família linda é muito bom. Espero  em breve poder fotografar o novo membro da família. Felicidades pra vocês!!!




segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ensaio Giovana

Fotografar a Giovana foi muito bom, essa garotinha parecia estar no parque de diversões e o resultado foi ótimo.
Obrigado Giovanaa!